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SÉRIE: GRANDES AVIVALISTAS: Adoniram Judson: "Missionário, pioneiro à Birmânia" (1788-1850)

Publicado: Sábado, 19 Outubro 2019 00:00

Então ouvi a voz do Senhor, conclamando: "Quem enviarei? Quem irá por nós?" E eu respondi: Eis-me aqui. Envia-me!(Isaías 6.8).

O missionário, magro e enfraquecido pelos sofrimentos e privações, foi conduzido entre os mais endurecidos criminosos, com gado, achicotadas e sobre a areia ardente, para a prisão. Sua esposa conseguiuentregar-lhe um travesseiro para que pudesse dormir melhor no duro soloda prisão. Porém ele descansava ainda melhor porque sabia que dentro dotravesseiro, que tinha abaixo da cabeça, estava escondida a preciosaporção da Bíblia que traduzira com grandes esforços para a língua dopovo que o perseguia.Aconteceu que o carcereiro requisitou o travesseiro para o seupróprio uso! Que podia fazer o pobre missionário para readquirir seutesouro? A esposa então preparou, com grandes sacrifícios, um travesseiromelhor e conseguiu trocá-lo com o do carcereiro. Dessa forma a traduçãoda Bíblia foi conservada na prisão por quase dois anos; a Bíblia inteira, depois de completada por ele, foi dada, pela primeira vez, aos milhões dehabitantes da Birmânia.

Em toda a história, desde o tempo dos apóstolos,são poucos os nomes que nos inspiram tanto a esforçarmo-nos pela obramissionária como os nomes desse casal, Ana e Adoniram Judson. 

O império da Birmânia de então era mais bárbaro, e de língua ecostumes mais estranhos do que qualquer outro país que os Judsontinham visto. Ao desembarcarem os dois, em resposta às orações feitasdurante as longas vigílias da noite, foram sustentados por uma féinvencível e pelo amor divino que os levava a sacrificar tudo, para que agloriosa luz do Evangelho raiasse também nas almas dos habitantes dessepaís.

No começo do trabalho na Birmânia, Judson concebeu a ideia deevangelizar, por fim, todo o país. A sua maior esperança era ver durante asua vida, uma igreja de cem birmaneses salvos e a Bíblia impressa nalíngua desse país.No ano da sua morte, porém, havia sessenta e trêsigrejas e mais de sete mil batizados, sendo os trabalhos dirigidos por centoe sessenta e três missionários, pastores e auxiliares. As horas que passoudiariamente suplicando ao Deus que dá mais do que tudo quantopedimos ou pensamos, não foram perdidas.

Qual é a marca que você vai deixar para próxima geração?

Como verão se não há QUEM PREGUE?

Como pregar se ninguém se dispõe a ir? 

Texto: Mônica Vicente

Referência Bibliográfica:

BOYER, Orlando, Heróis da Fé, Casa Publicadora das Assembleias de Deus, 2002.

SÉRIE: "GRANDES AVIVALISTAS": George Whitefield "Pregador ao ar livre" (1714-1770)

Publicado: Quarta, 16 Outubro 2019 09:26

Na verdade, vosdigo que aquele que crê em mim também fará as obras que eu faço, e as fará maiores do que estas, porque vou para meu Pai" (João 14.12).

Mais de 100 mil homens e mulheres rodeavam o pregador, há maisde duzentos anos, em Cambuslang, Escócia. As palavras do sermão,vivificadas pelo Espírito Santo, ouviam-se distintamente em todas aspartes que formavam esse mar humano. É-nos difícil fazer uma ideia dovulto da multidão de 10 mil penitentes que responderam ao apelo para seentregarem ao Salvador. Estes acontecimentos servem-nos como um dospoucos exemplos do cumprimento das palavras de Jesus:

"Na verdade vos digo que aquele que crê em mim também fará as obras que eu faço, e as fará maiores do que estas, porque vou para meu Pai" (João 14.12).

Havia "como um fogo ardente encerrado nos ossos" deste pregador,que era Jorge Whitefield. Ardia nele um zelo santo de ver todas as pessoaslibertas da escravidão do pecado. Durante um período de vinte e oito diasfez a incrível façanha de pregar a 10 mil pessoas diariamente. Sua voz seouvia perfeitamente a mais de um quilômetro de distância, apesar defraco de físico e de sofrer dos pulmões.Não havia prédio no qualcoubessem os auditórios e, nos países onde pregou, armava seu púlpitonos campos, fora das cidades. Whitefield merece o título de príncipe dos pregadores ao ar livre, porque pregava em média dez vezes por semana, eisso fez durante um período de trinta e quatro anos, em grande parte sobo teto construído por Deus -os céus.

O segredo de tais frutos na sua pregação era o seu amor para comDeus. Quando ainda muito novo, passava noites inteiras lendo a Bíblia,que muito amava. Depois de se converter, teve a primeira daquelasexperiências de sentir-se arrebatado, ficando a sua alma inteiramenteaberta, cheia, purificada, iluminada da glória e levada a sacrificar-se, inteiramente, ao seu Salvador. Desde então nunca mais foi indiferente emservir a Deus, mas regozijava-se no alvo de trabalhar de toda a sua alma, ede todas as suas forças, e de todo seu entendimento.

Carecemos deste amor para com Deus, o amor que nos constrange a passar noites orando, lendo a Bíblia nos entregando de corpo, alma e espírito ao Reino dos Céus. Devemos sentir o inconformismo das almas tragadas pelo mundo. 

Em seus sermões o poder da presença divina o acompanhava. Alcançou todas as classes, idades. A embriaguez era abandonada por aqueles que eram dominados por este vício. Os que tinham furtado foram constrangidos a fazer a restituição. Os vingativos pediam perdão. O culto doméstico era logo iniciado nos lares.

Quantas vidas para Jesus já alcançou este ano? Você tem vida de oração?

Se quisermos os mesmos frutos de ver milhares salvos, como JorgeWhitefield os teve, temos de seguir o seu exemplo de oração e dedicação.

Buscai ao Senhor enquanto se pode achar, invocai-o enquanto está perto.(Isaías 55.6)

 

Texto: Mônica Vicente

Referência Bibliográfica: 

BOYER, Orlando, Heróis da Fé, Casa Publicadora das Assembleias de Deus, 2002.

SÉRIE: GRANDES AVIVALISTAS: Christmas Evans: "O João Bunyan de Gales" (1766-1838)

Publicado: Domingo, 13 Outubro 2019 08:04

 

"Jacó chamou àquele lugar Peniel, pois disse: "Vi a Deus face a face e, todavia, minha vida foi poupada"."

Gênesis 32.30

Seus pais deram-lhe o nome de Christmas porque nasceu no dia de "Christmas" (Natal), em 1766. O povo deu-lhe a alcunha de "Pregador Caolho" porque era cego de um olho. Alguém assim se referiu a Christmas Evans: "Era o mais alto dos homens, de maior força física e o mais corpulento que jamais vi. Tinha um olho só; se há razão para dizer que era olho, pois mais propriamente pode-se dizer que era uma estrela luzente, brilhando como Vênus". 

Foi chamado, também, "O João Bunyan de Gales", porque era o pregador que, na história desse país, desfrutava mais do poder do Espírito Santo. Em todo o lugar onde pregava, havia grande número de conversões. Seu dom de pregar era tão extraordinário, que, com toda a facilidade, podia levar um auditório de 15 a 20 mil pessoas, de temperamento e sentimentos vários, a ouvi-lo com a mais profunda

atenção. Nas igrejas, não cabiam as multidões que iam ouvi-lo durante o dia; à noite, sempre pregava ao ar livre, sob o brilhar das estrelas. Durante a sua mocidade, viveu entregue à devassidão e à embriaguez. Numa luta, foi gravemente esfaqueado; outra vez foi tirado das águas como morto e, ainda doutra vez, caiu de uma árvore sobre uma faca. Nas contendas era sempre o campeão, até que, por fim, numa briga, seus companheiros cegaram-lhe um olho.

Foi salvo e separado para o ministério, porém seus sermões eram frios e sem frutos. Um dia entrou na mata onde derramou sua alma a Deus e como Jacó em Peniel , não saiu antes de receber sua benção. 

Veio o Avivamento do pregador em todos os lugares da ilha de Anglesey e em todo País de Gales.  O poder do Espírito Santo operava até o povo chorar e dançar de alegria. Um dos que assistiram ao seu famoso sermão sobre o Endemoninhado Gadareno ,conta como Evans retratou tão fielmente a cena do livramento do pobre endemoninhado, a admiração do povo ao vê-lo liberto, o gozo da esposa e dos filhos quando voltou a casa, curado, que o auditório rompeu em grande riso e choro.

A morte de Christmas Evans foi um dos eventos mais solenes em toda a história do principado de Gales. Houve choro e pranto no país inteiro.


Texto:
Mônica Vicente

 

Referência Bibliográfica: 

BOYER, Orlando, Heróis da Fé, Casa Publicadora das Assembleias de Deus, 2002.

Guilherme Carey: O Pai das missões Modernas (1761-1834)

Publicado: Terça, 08 Outubro 2019 00:00

"E disse-lhes: “Vão pelo mundo todo e preguem o evangelho a todas as pessoas." (Marcos 16.15, NVI).

 

Diz-se de Guilherme Carey, fundador das missões atuais, não era dotado de inteligência superior e nem de qualquer dom que deslumbrasse os homens. Entretanto, foi essa característica de persistir, com espírito indômito até completar tudo que iniciara que fez o segredo maravilhoso em sua vida.

Apesar de a Primeira Sociedade Missionária ter sido resultado da persistência e esforços de Carey, ele mesmo não tomou parte na sua formação.

Quando Deus o chamava para iniciar qualquer tarefa, permanecia dia, após dia, mês após mês, ano após ano, até acabá-la. Deixou o Senhor utilizar de sua vida num período de 41 anos na Índia, mas também de executar a façanha, por incrível que pareça, de traduzir as Sagradas Escrituras em mais de trinta línguas. 

Quando Guilherme Carey chegou a Índia, os ingleses negaram-lhe permissão para desembarcar. Ao morrer, porém, o governo mandou içar as bandeiras a meia haste em honra de um herói que fizera muito mais pela Índia do que todos generais britânicos. 

Calcula-se que tenha traduzido a Bíblia para a terça parte dos habitantes do mundo.

Texto: Mônica Vicente

SÉRIE GRANDES AVIVALISTAS: Henrique Martyn: "Luz inteiramente gasta por Deus" (1781-1812)

Publicado: Segunda, 14 Outubro 2019 00:00

"Tenho posto vigias sobre os teus muros, ó Jerusalém; eles não se calarão jamais em todo o dia nem em toda a noite: não descanseis vós os que fazeis lembrar do SENHOR, e não lhe deis a Ele descanso, até que estabeleça, e até que ponha a Jerusalém por objeto de louvor na terra!"

(Isaías 62.6).

 

Ajoelhado na praia da Índia, Henrique Martyn derramava a alma perante o Mestre e orava: "Amado Senhor, eu também andava no país longínquo; minha vida ardia no pecado... desejaste que eu me tornasse, não mais um tição para espalhar a destruição, mas uma tocha brilhando por ti. Eis-me aqui nas trevas mais densas, selvagens e opressivas do paganismo. Agora, Senhor, quero arder até me consumir inteiramente por ti!"

O desejo de levar a mensagem de salvação aos povos que não conheciam a Cristo, tornou-se como um fogo inextinguível na sua alma pela leitura da biografia de David Brainerd.. Henrique Martyn reconhecia que, como foram poucos os anos da obra de  Brainerd, havia também para ele pouco tempo, e se acendeu nele a mesma paixão de gastar-se, inteiramente por Cristo, no breve espaço de tempo que lhe restava, pois como seu pai e irmãos era tuberculoso.

A chegada de Henrique Martyn à Índia, no mês de abril de 1806, foi também em resposta à oração de outros. 

Para alcançar esse alvo, de dar as Escrituras aos povos da Índia e da Pérsia, Martyn aplicou-se à obra de tradução de dia e de noite, até mesmo quando descansava e quando em viagem. Não diminuía a sua marcha quando o termômetro registrava o intenso calor de 70" nem quando sofria da febre intermitente, nem com o avanço da peste branca que ardia no seu peito. Além de pregar, conseguiu traduzir porções das Sagradas Escrituras para as línguas de uma quarta parte de todos os habitantes do mundo. O Novo Testamento em hindu, hindustão e persa e os Evangelhos em judaico-persa são apenas uma parte das suas obras.

Quatro anos depois da sua morte, nasceu Fidélia Fiske, no sossego da Nova Inglaterra. Quando ainda aluna na escola, leu a biografia de Henrique Martyn. Andou quarenta e cinco quilômetros de noite, sob violenta tempestade de neve, para pedir à sua mãe que a deixasse ir pregar o Evangelho às mulheres da Pérsia. Ao chegar à Pérsia reuniu muitas mulheres e lhes contou o amor de Jesus, até que o avivamento em Oroomiah se tornou em outro Pentecoste.

Se Henrique Martyn, que entregou tudo para o serviço do Rei dos reis, pudesse visitar a Índia, e a Pérsia, hoje, quão grande seria a obra que encontraria, obra feita por tão grande número de fiéis filhos de Deus nos quais ardeu o mesmo fogo pela leitura da biografia desse pioneiro.


Texto: Mônica Vicente

Referência Bibliográfica: 

BOYER, Orlando, Heróis da Fé, Casa Publicadora das Assembleias de Deus, 2002.

GRANDES AVIVALISTAS: Davi Brainerd: Um arauto aos peles-vermelhas (1718-1747)

Publicado: Sábado, 12 Outubro 2019 08:42

“Então ouvi a voz do Senhor, conclamando: "Quem enviarei? Quem irá por nós?" E eu respondi: Eis-me aqui. Envia-me!” Isaias 6.8

Certo jovem, franzino de corpo, mas tendo na alma o fogo do amor aceso por Deus, encontrou-se na floresta, para ele desconhecida. Era tarde e o sol já declinava até quase desaparecer no horizonte, quando o viajante, enfadado da longa viagem, avistou a fumaça das fogueiras dos índios "peles-vermelhas". Depois de apear e amarrar seu cavalo, deitou-se no chão para passar a noite, agonizando em oração. Sem ele o saber, alguns dos silvícolas o haviam seguido silenciosamente, como serpentes, durante a tarde. Agora estacionavam atrás dos troncos das árvores para contemplar a cena misteriosa de um vulto de cara pálida, sozinho, prostrado no chão, clamando a Deus.

Os guerreiros da vila resolveram matá-lo, sem demora, pois, os brancos davam uma aguardente aos peles-vermelhas, para, enquanto bêbados, levar-lhes as cestas e as peles de animais, e roubar-lhes as terras. No dia seguinte, o moço, não sabendo o que acontecera em redor, enquanto orava no ermo, foi recebido na vila de uma maneira não esperada. No espaço aberto entre as "wigwams" (barracas de peles) os índios o cercaram e o moço, com o amor de Deus ardendo na alma, leu o capítulo 53 de Isaías. 

Enquanto pregava, Deus respondeu a sua oração da noite anterior e os silvícolas ouviram o sermão, com lágrimas nos olhos.

David Brainner realizou uma grande obra entre as diversas tribos de índios, nas profundezas das florestas. Dedicou inteiramente sua vida a salvação dos índios. Morreu muito jovem, com a idade de vinte e nove anos (sua vida fora gasta inteiramente no serviço de amor intenso aos silvícolas da América do Norte).

Sua biografia escrita por Jônatas Edwards e revisada por John Wesley inspirou homens como Guilherme Carey a consagrar sua própria vida a Cristo.

 

Texto: Mônica Vicente

Referência Bibliográfica: 

BOYER, Orlando, Heróis da Fé, Casa Publicadora das Assembleias de Deus, 2002.

John Wesley: A Tocha tirada do Fogo (1703-1791)

Publicado: Segunda, 07 Outubro 2019 00:00

"5 Respondeu Jesus: “Digo-lhe a verdade: Ninguém pode entrar no Reino de Deus, se não nascer da água e do Espírito. O que nasce da carne é carne, mas o que nasce do Espírito é espírito. Não se surpreenda pelo fato de eu ter dito: É necessário que vocês nasçam de novo. O vento sopra onde quer. Você o escuta, mas não pode dizer de onde vem nem para onde vai. Assim acontece com todos os nascidos do Espírito”."  (João 3.5–8, NVI)

 

Percursor do Movimento Metodista foi um dos maiores avivalistas da Grã-Bretanha.

No dia 24 de maio de 1738, numa pequena reunião, ouvindo a leitura de um antigo comentário escrito pelo reformador Martinho Lutero sobre a Carta aos Romanos, que João Wesley sentiu seu coração aquecer-se de modo sublime, por haver compreendido perfeitamente a essência do Evangelho de Cristo, renunciando toda confiança em suas próprias obras e passando a confiar inteiramente no Cordeiro de Deus que tira o pecado do mundo.

Tal experiência produziu uma verdadeira revolução e mudou sua perspectiva do Evangelho e da missão da Igreja. Wesley tornou-se um pregador fervoroso e incansável da justificação pela fé na cruz de Cristo e do poder do Espírito Santo para transformação e santificação de indivíduos e comunidades inteiras.

Nos 50 anos que se seguiram, ele pregou uma média de três sermões por dia; a maior parte deles ao ar livre. Milhares se converteram e passaram a trilhar o caminho da santidade. Um avivamento se deu de modo a afetar positivamente toda a sociedade, produzindo a abolição dos escravos, reformas educacionais, reformas no sistema prisional, reformas nas questões trabalhistas, de modo que historiadores chegam a atribuir ao movimento metodista o mérito da Inglaterra não ter padecido os horrores de uma revolução sangrenta como a que aconteceu na França.

Texto: Mônica Vicente

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